A cada dia o turbilhão de campanhas publicitárias nos meios de comunicação aumenta. São diferentes formas, cores, linguagens, idéias e produtos. Mas há alguém sempre por trás dessa miscelânea, alguém que tem conhecimentos variados para explorar ao mesmo tempo linguagem poética e cerveja. Linguagem fática e arte. Públicos alvos de diferentes tribos.
A área de criação tem que ter conhecimento sobre quase tudo, pelo menos um pouco. Entender que cada público tem sua expectativa, que as cores são influencia grande na aceitação do público, que dependendo do efeito desejado certo tipo de linguagem é o mais adequado, que os sons também são textos. A criação é uma espécie de enciclopédia de elementos que combinados de maneira correta dará o resultado esperado. Uma alquimia.
Exemplo disso é o fato de existir publicidade superficial, quando um comercial de cerveja coloca apenas mulheres lindas com corpos esculturais se divertindo e sendo alvo da cobiça e admiração masculina pelas suas medidas avantajadas de quadril e não por sua inteligência, e a publicidade poética, como as campanhas do Johnnie Walker que sempre te deixa pensando sobre o sentido da vida depois que o comercial acaba.
Claro que a primeira tem razão de ser, cerveja é vendida pra homem, que quer mulher bonita e gostosa, ele não quer sair pra se divertir com os amigos pra filosofar ou responder as dúvidas da humanidade, nada mais justo que o conjunto de elementos levarem o homem comum a pensar que sim, se ele beber dessa cerveja terá a mulher bonita e gostosa que quiser, por aquele breve espaço de tempo em que ficar sentado bebendo. Johnnie Walker vai alem, seu público é culto. Quer muito mais que uma mulher bonita e gostosa por um breve espaço de tempo. O consumidor Johnnie Walker rumina a filosofia, contempla as artes. Seus comerciais são sempre otimistas e levam o consumidor a nunca ficar no ócio, a procurar sempre mais.
O mundo é em variedades. Variedades de raça, fruta, sexo, cor, credo, emprego, carro, corte de cabelo e sabor de chiclete. E é nessa variedade que a publicidade trabalha. Exatamente por isso o trabalho é feito sempre para uma parcela particular. Já imaginou o que seria do azul se todos gostassem de vermelho?
Amélia Lôbo
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29 de novembro de 2008 às 21:58
espero ser um Johnnie Walker um dia.
ótimo texto Lobo,