Meio Termo

Já dizia Aristóteles: - o ideal é o meio-termo, Todos os excessos são considerados vícios. Excesso de coragem é a temeridade, a impulsividade. A falta de coragem é a covardia. Ambas são consideradas vícios. É preciso buscar o equilíbrio, que é a virtude, ou seja, a coragem em si.


Jornalismo é trabalhar com o imprevisível. Sabe-se que nessa profissão existe muito ensaio, preparo e seriedade. Mas apesar de todo esse esforço as coisas nem sempre saem como o planejado. Principalmente quando se trata dos jornais ao vivo, onde tudo pode acontecer no instante da reportagem ou apresentação.

Como o caso famoso da jornalista Lilian Fibe, que teve uma crise de riso ao noticiar o caso de uma senhora de 81 anos presa com o namorado de 56 traficando 10 mil comprimido de ecstasy, seu namorado alegava que se tratava apenas de Viagras. A gafe em poucos dias tornou-se sucesso na internet.


Lilian Fibe crise de riso ao vivo.

Algumas vezes a culpa não é de quem apresenta o jornal ou a matéria. Elementos inusitados podem surgir de qualquer forma, da mais discreta até a mais escandalosa. Cenas que só parecem acontecer em filmes de comédia, tornam-se realidade. Pérolas como a dos jornalistas dançando aos fundos na redação enquanto a ancora apresenta o jornal, celular do entrevistado tocando no momento da entrevista e do repórter tomando choque ao vivo.

http://br.youtube.com/watch?v=e9go1vedZPo
Jornalistas dançando na redação

http://br.youtube.com/watch?v=MW2LFZ6UV0U
Celular tocando na entrevista

http://www.youtube.com/watch?v=g7zEKXX3IqE
Choque durante a reportagem

Tudo isso prova que todo jornalista que trabalha ao vivo, deve ter jogo de cintura e paciência. E mesmo que o mundo caia em sua cabeça, deve permanecer firme e fingir que nada aconteceu. E acredite existem profissionais com essa capacidade e competência. Eles possuem a capacidade de contornar cenas constrangedoras e transformá-las em mérito.


Ferro cai sobre a cabeça da apresentadora


Por Maurício Amorim

Ricardo Noblat nasceu em 1949 e sua carreira jornalística começou quando ele ainda era estudante de jornalismo. É formado pela Universidade Católica de Pernambuco e seu modesto currículo inclui os cargos de editor chefe do Correio Braziliense (primeiro jornal brasileiro) e da sucursal do Jornal do Brasil, repórter dos jornais Diário de Pernambuco, Jornal do Commércio e O Globo alem de ter trabalhado em variados cargos nas revistas Manchete, Veja e IstoÉ. Escreveu três livros “A arte de fazer um Jornal Diário”, “O que é ser jornalista” e “Céu dos Favoritos”. Hoje Noblat tem um blog político no portal do jornal “O Globo”, que ele atualiza cada segunda-feira.

O livro “O que é ser jornalista” trata das memórias profissionais de Noblat. Mais do que isso trata das memórias pessoais dele e do Brasil. A história de nosso país se confunde com a do autor que conta que já foi preso em épocas de ditadura com mais 900 estudantes num congresso da UNE que fracassou. Em suas memórias pessoais, ele inclui a história da tia que surrou o marido porque esse a traía, e da felicidade que teve quando o papa João XXIII morreu. Não, Noblat não é cruel. Mas outra tia tinha pedido aos céus que trocasse a vida do papa, que estava muito doente, pela dela própria, de uma amiga paraplégica e a dele, Noblat. Mas o pedido não foi atendido, o papa morreu mesmo assim.

Fato interessante é que o capítulo “Na fronteira de 2 mundos” tem em sua maioria parágrafos com 10 linhas. Noblat nos conta histórias de cadeira de balanço. No Jornal do Brasil, foi promovido a repórter assistente, o antigo ocupante do cargo era Alceu Valença. Noblat nos leva a ruminar questões da profissão como a “neutralidade” que o jornalista tem que ter. Diz Noblat que toda notícia tem um ponto de vista. Logo não há neutralidade. O jornalista pode se omitir, mas “Se não serve para esclarecer, alertar, forjar consciências e contribuir para a construção de um mundo menos injusto e desigual, para que serve mesmo o jornalismo?


Deixo então aqui para que cada um pense. È possível realmente ser neutro? E isso ajuda ou atrapalha? Quem? Quem sofre mais com a omissão do jornalismo?

Amélia Lôbo


Um recurso essencial utilizado pela publicidade e outros meios de comunicação é a moda.
O profissional responsável pelo uso desse recurso é o figurinista, que por sua vez numa peça publicitária é figura chave para que haja um trabalho em conjunto entre a moda e a informação que o publicitário deseja passar para o seu público. A roupa que alguém usa diz bem mais sobre quem a veste do que se possa imaginar, pode-se muitas vezes identificar características das pessoas como: sua religião, classe social, ocasião para que a pessoa se vestiu, idade e até mesmo em alguns casos sua opção sexual.
E é em cima dessas possibilidades que o figurinista que idealiza ou cria o figurino vai trabalhar para que ocorra uma identificação por parte do público com a pessoa que irá apresentar o produto a eles.
Para criar o figurino tem que se levar em consideração um leque de fatores que são: O público alvo, depois de identificar esse publico ele criar algo que agrade aos mesmos sem deixar de estar nas exigências do anunciante, usar das tendências como, por exemplo, as cores da estação, volume, texturas, contexto e ambiente tudo isso para que não fique um figurino desatualizado, fora de moda.

Nessa postagem eu utilizei a foto da campanha do perfume Elle por Yves Saint Laurent que é um exemplo claro da utilização da moda como atrativo para o produto "perfume".

Parte do texto da campanha diz o seguinte: Elle é uma fragrância imprevisível e única. A essência da feminilidade. A personificação de um estilo incomparável, contemporâneo chique com um toque de boemia. Uma fragrância que deixa a mulher ser ela mesma em todas as suas facetas. Essa é sua assinatura. Mistura-se com ela.

Ao ler o texto, ver as fotos e o vídeo não é necessário pensar muito a idéia que se cria é de uma mulher sofisticada, sexy, marcante e é essa a função da moda na publicidade trazer aos olhos o que só o texto não faz.



"O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ela tem outras finalidades". ( Umberto Eco)

*Yves Saint Laurent, foi um estilista francês e um dos nomes mais importantes da alta-costura do século XX.(Oran,1 de Agosto de 1936-Paris,1 de Junho de 2008.)

Por Mariana Lima..


A publicidade e a propaganda sempre tiveram o objetivo de persuadir, influenciar, conscientizar. A fim de instigar no receptor o interesse e a aderência à idéia/conceito apresentada. Antigamente Adolf Hitler, o Führer da Alemanha Nazista, a utilizava como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos, mostrando as benfeitorias feitas no país e pregando o anti-semitismo. O foco central da publicidade atualmente não mudou muita coisa.

Em entrevista com Diego Goulart, ator, professor de artes e formado em publicidade e propaganda pela Faculdade Evolutivo(FACE) ele nos fala sobre a teoria do curso de publicidade. História, sociologia, administração, matemática estatística, são cadeiras teóricas do curso de publicidade, ele diz que essas cadeiras são importantes para aprender administrar uma empresa, afinal uma agência publicitária não se restringe só ao setor de criação, um publicitário tem que ter um conhecimento abrangente de tudo. As cadeiras práticas são rádio, fotografia, televisão e cinema que é a parte que ele mais se identifica e diz ter um encanto particular. Em que momento o curso de publicidade de divide do curso de jornalismo? Ele nos disse que a publicidade é em grande parte voltada para o lado capitalista/comercial, não esquecendo o lado social também, já o jornalismo não tem esse principio, apesar de que noticias vendem muito.

Carina Jordão, professora da Faculdade Integrada do Ceará, nos fala como é a parte prática da publicidade e o dia a dia na agência i9com businnes. A agência é dividida nos departamentos de atendimento, produção, mídia, planejamento e criação. Quer saber mais como é a correria de uma agência de publicidade? Confira abaixo a entrevista na íntegra com Carina Jordão.




Por Jessica Nayanne.

A cada dia o turbilhão de campanhas publicitárias nos meios de comunicação aumenta. São diferentes formas, cores, linguagens, idéias e produtos. Mas há alguém sempre por trás dessa miscelânea, alguém que tem conhecimentos variados para explorar ao mesmo tempo linguagem poética e cerveja. Linguagem fática e arte. Públicos alvos de diferentes tribos.

A área de criação tem que ter conhecimento sobre quase tudo, pelo menos um pouco. Entender que cada público tem sua expectativa, que as cores são influencia grande na aceitação do público, que dependendo do efeito desejado certo tipo de linguagem é o mais adequado, que os sons também são textos. A criação é uma espécie de enciclopédia de elementos que combinados de maneira correta dará o resultado esperado. Uma alquimia.

Exemplo disso é o fato de existir publicidade superficial, quando um comercial de cerveja coloca apenas mulheres lindas com corpos esculturais se divertindo e sendo alvo da cobiça e admiração masculina pelas suas medidas avantajadas de quadril e não por sua inteligência, e a publicidade poética, como as campanhas do Johnnie Walker que sempre te deixa pensando sobre o sentido da vida depois que o comercial acaba.

Claro que a primeira tem razão de ser, cerveja é vendida pra homem, que quer mulher bonita e gostosa, ele não quer sair pra se divertir com os amigos pra filosofar ou responder as dúvidas da humanidade, nada mais justo que o conjunto de elementos levarem o homem comum a pensar que sim, se ele beber dessa cerveja terá a mulher bonita e gostosa que quiser, por aquele breve espaço de tempo em que ficar sentado bebendo. Johnnie Walker vai alem, seu público é culto. Quer muito mais que uma mulher bonita e gostosa por um breve espaço de tempo. O consumidor Johnnie Walker rumina a filosofia, contempla as artes. Seus comerciais são sempre otimistas e levam o consumidor a nunca ficar no ócio, a procurar sempre mais.

O mundo é em variedades. Variedades de raça, fruta, sexo, cor, credo, emprego, carro, corte de cabelo e sabor de chiclete. E é nessa variedade que a publicidade trabalha. Exatamente por isso o trabalho é feito sempre para uma parcela particular. Já imaginou o que seria do azul se todos gostassem de vermelho?

Amélia Lôbo


Você já reparou como as coisas atualmente evoluem de forma acelerada? A moda, tecnologia, músicas, livros e filmes, todos atingem o ápice e o declínio rapidamente.
Em pouco tempo, o que era a sensação do momento torna-se brega e cafona. Você já se questionou porque isso acontece e quem manipula essa sensação?

Na década de 60 é criada a obsolescência planejada, que significa: produzido para ir ao lixo. Isso engloba os produtos descartáveis, de baixa durabilidade e aqueles que apenas aparentam ter alta qualidade. Mas apenas a obsolescência planejada não era o suficiente e criou-se então, a obsolescência perceptiva onde as pessoas deveriam ser convencidas a comprar sem haver necessidade.

Mas como as pessoas são convencidas? Esse convencimento surge através da publicidade, que tem como objetivo apontar as novidades e criar as tendências. Tudo isso desperta o desejo dos consumidores e a ilusão de que eles precisam de algo novo, mesmo já tendo uma versão antiga do mesmo produto em perfeitas condições.

A publicidade também utiliza-se da obsolescência quando diz que nossos cabelos, corpos, roupas ou carros estão errados e que precisamos mudar para se ter uma vida de sucesso. Essa é a união perfeita entre a necessidade do mercado de vender cada vez mais e a publicidade, que tem a função de divulgar e convencer.



O profissional de relações de públicas é o responsável por todo o trabalho de comunicação de uma empresa, instituição ou, até mesmo uma pessoa. Ele se preocupa com a imagem das empresas diante do mercado e do consumidor, desempenhando varias funções dentro da profissão como o Relações Públicas Proativo, Relações Públicas Reativo e o Media Training.

Relações Públicas Proativo é aquele que resolve os problemas antes que eles possam trazer conseqüências para o cliente. Um relações públicas tem que estar sempre muito bem informado com as principais notícias do mundo, principalmente as que podem afetar seus clientes, acompanhar as decisões internas da empresa e estar próximo ao presidente, assim ele previne seu cliente contra futuras crises, como por exemplo, as pílulas de farinha dos laboratórios Schering. A sua função, como profissional, é administrar e controlar toda a desordem evitando uma repercussão negativa desnecessária.

O Relações Públicas Reativo é aquele que só age depois que o problema surge, dando como exemplo, o escândalo da Parmalat quando descobriram que parte do leite distribuído estava adulterado. Nesse momento entra o trabalho do RP, que faz com que através de seus argumentos a situação se inverta a favor da empresa. Meses depois a empresa Parmalat voltava a operar, quase que normalmente, graças ao trabalho de seus relações públicas.

O Media Training é o profissional que treina o executivo com simulações de entrevistas, coletivas de imprensa e perguntas embaraçosas de jornalistas, tendo como objetivo ajudar o cliente a ter boa desenvoltura, superar medos e ansiedades.


Por Jéssica Nayanne.

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