Meio Termo

Já dizia Aristóteles: - o ideal é o meio-termo, Todos os excessos são considerados vícios. Excesso de coragem é a temeridade, a impulsividade. A falta de coragem é a covardia. Ambas são consideradas vícios. É preciso buscar o equilíbrio, que é a virtude, ou seja, a coragem em si.



Um recurso essencial utilizado pela publicidade e outros meios de comunicação é a moda.
O profissional responsável pelo uso desse recurso é o figurinista, que por sua vez numa peça publicitária é figura chave para que haja um trabalho em conjunto entre a moda e a informação que o publicitário deseja passar para o seu público. A roupa que alguém usa diz bem mais sobre quem a veste do que se possa imaginar, pode-se muitas vezes identificar características das pessoas como: sua religião, classe social, ocasião para que a pessoa se vestiu, idade e até mesmo em alguns casos sua opção sexual.
E é em cima dessas possibilidades que o figurinista que idealiza ou cria o figurino vai trabalhar para que ocorra uma identificação por parte do público com a pessoa que irá apresentar o produto a eles.
Para criar o figurino tem que se levar em consideração um leque de fatores que são: O público alvo, depois de identificar esse publico ele criar algo que agrade aos mesmos sem deixar de estar nas exigências do anunciante, usar das tendências como, por exemplo, as cores da estação, volume, texturas, contexto e ambiente tudo isso para que não fique um figurino desatualizado, fora de moda.

Nessa postagem eu utilizei a foto da campanha do perfume Elle por Yves Saint Laurent que é um exemplo claro da utilização da moda como atrativo para o produto "perfume".

Parte do texto da campanha diz o seguinte: Elle é uma fragrância imprevisível e única. A essência da feminilidade. A personificação de um estilo incomparável, contemporâneo chique com um toque de boemia. Uma fragrância que deixa a mulher ser ela mesma em todas as suas facetas. Essa é sua assinatura. Mistura-se com ela.

Ao ler o texto, ver as fotos e o vídeo não é necessário pensar muito a idéia que se cria é de uma mulher sofisticada, sexy, marcante e é essa a função da moda na publicidade trazer aos olhos o que só o texto não faz.



"O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ela tem outras finalidades". ( Umberto Eco)

*Yves Saint Laurent, foi um estilista francês e um dos nomes mais importantes da alta-costura do século XX.(Oran,1 de Agosto de 1936-Paris,1 de Junho de 2008.)

Por Mariana Lima..


A publicidade e a propaganda sempre tiveram o objetivo de persuadir, influenciar, conscientizar. A fim de instigar no receptor o interesse e a aderência à idéia/conceito apresentada. Antigamente Adolf Hitler, o Führer da Alemanha Nazista, a utilizava como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos, mostrando as benfeitorias feitas no país e pregando o anti-semitismo. O foco central da publicidade atualmente não mudou muita coisa.

Em entrevista com Diego Goulart, ator, professor de artes e formado em publicidade e propaganda pela Faculdade Evolutivo(FACE) ele nos fala sobre a teoria do curso de publicidade. História, sociologia, administração, matemática estatística, são cadeiras teóricas do curso de publicidade, ele diz que essas cadeiras são importantes para aprender administrar uma empresa, afinal uma agência publicitária não se restringe só ao setor de criação, um publicitário tem que ter um conhecimento abrangente de tudo. As cadeiras práticas são rádio, fotografia, televisão e cinema que é a parte que ele mais se identifica e diz ter um encanto particular. Em que momento o curso de publicidade de divide do curso de jornalismo? Ele nos disse que a publicidade é em grande parte voltada para o lado capitalista/comercial, não esquecendo o lado social também, já o jornalismo não tem esse principio, apesar de que noticias vendem muito.

Carina Jordão, professora da Faculdade Integrada do Ceará, nos fala como é a parte prática da publicidade e o dia a dia na agência i9com businnes. A agência é dividida nos departamentos de atendimento, produção, mídia, planejamento e criação. Quer saber mais como é a correria de uma agência de publicidade? Confira abaixo a entrevista na íntegra com Carina Jordão.




Por Jessica Nayanne.

A cada dia o turbilhão de campanhas publicitárias nos meios de comunicação aumenta. São diferentes formas, cores, linguagens, idéias e produtos. Mas há alguém sempre por trás dessa miscelânea, alguém que tem conhecimentos variados para explorar ao mesmo tempo linguagem poética e cerveja. Linguagem fática e arte. Públicos alvos de diferentes tribos.

A área de criação tem que ter conhecimento sobre quase tudo, pelo menos um pouco. Entender que cada público tem sua expectativa, que as cores são influencia grande na aceitação do público, que dependendo do efeito desejado certo tipo de linguagem é o mais adequado, que os sons também são textos. A criação é uma espécie de enciclopédia de elementos que combinados de maneira correta dará o resultado esperado. Uma alquimia.

Exemplo disso é o fato de existir publicidade superficial, quando um comercial de cerveja coloca apenas mulheres lindas com corpos esculturais se divertindo e sendo alvo da cobiça e admiração masculina pelas suas medidas avantajadas de quadril e não por sua inteligência, e a publicidade poética, como as campanhas do Johnnie Walker que sempre te deixa pensando sobre o sentido da vida depois que o comercial acaba.

Claro que a primeira tem razão de ser, cerveja é vendida pra homem, que quer mulher bonita e gostosa, ele não quer sair pra se divertir com os amigos pra filosofar ou responder as dúvidas da humanidade, nada mais justo que o conjunto de elementos levarem o homem comum a pensar que sim, se ele beber dessa cerveja terá a mulher bonita e gostosa que quiser, por aquele breve espaço de tempo em que ficar sentado bebendo. Johnnie Walker vai alem, seu público é culto. Quer muito mais que uma mulher bonita e gostosa por um breve espaço de tempo. O consumidor Johnnie Walker rumina a filosofia, contempla as artes. Seus comerciais são sempre otimistas e levam o consumidor a nunca ficar no ócio, a procurar sempre mais.

O mundo é em variedades. Variedades de raça, fruta, sexo, cor, credo, emprego, carro, corte de cabelo e sabor de chiclete. E é nessa variedade que a publicidade trabalha. Exatamente por isso o trabalho é feito sempre para uma parcela particular. Já imaginou o que seria do azul se todos gostassem de vermelho?

Amélia Lôbo


Você já reparou como as coisas atualmente evoluem de forma acelerada? A moda, tecnologia, músicas, livros e filmes, todos atingem o ápice e o declínio rapidamente.
Em pouco tempo, o que era a sensação do momento torna-se brega e cafona. Você já se questionou porque isso acontece e quem manipula essa sensação?

Na década de 60 é criada a obsolescência planejada, que significa: produzido para ir ao lixo. Isso engloba os produtos descartáveis, de baixa durabilidade e aqueles que apenas aparentam ter alta qualidade. Mas apenas a obsolescência planejada não era o suficiente e criou-se então, a obsolescência perceptiva onde as pessoas deveriam ser convencidas a comprar sem haver necessidade.

Mas como as pessoas são convencidas? Esse convencimento surge através da publicidade, que tem como objetivo apontar as novidades e criar as tendências. Tudo isso desperta o desejo dos consumidores e a ilusão de que eles precisam de algo novo, mesmo já tendo uma versão antiga do mesmo produto em perfeitas condições.

A publicidade também utiliza-se da obsolescência quando diz que nossos cabelos, corpos, roupas ou carros estão errados e que precisamos mudar para se ter uma vida de sucesso. Essa é a união perfeita entre a necessidade do mercado de vender cada vez mais e a publicidade, que tem a função de divulgar e convencer.



O profissional de relações de públicas é o responsável por todo o trabalho de comunicação de uma empresa, instituição ou, até mesmo uma pessoa. Ele se preocupa com a imagem das empresas diante do mercado e do consumidor, desempenhando varias funções dentro da profissão como o Relações Públicas Proativo, Relações Públicas Reativo e o Media Training.

Relações Públicas Proativo é aquele que resolve os problemas antes que eles possam trazer conseqüências para o cliente. Um relações públicas tem que estar sempre muito bem informado com as principais notícias do mundo, principalmente as que podem afetar seus clientes, acompanhar as decisões internas da empresa e estar próximo ao presidente, assim ele previne seu cliente contra futuras crises, como por exemplo, as pílulas de farinha dos laboratórios Schering. A sua função, como profissional, é administrar e controlar toda a desordem evitando uma repercussão negativa desnecessária.

O Relações Públicas Reativo é aquele que só age depois que o problema surge, dando como exemplo, o escândalo da Parmalat quando descobriram que parte do leite distribuído estava adulterado. Nesse momento entra o trabalho do RP, que faz com que através de seus argumentos a situação se inverta a favor da empresa. Meses depois a empresa Parmalat voltava a operar, quase que normalmente, graças ao trabalho de seus relações públicas.

O Media Training é o profissional que treina o executivo com simulações de entrevistas, coletivas de imprensa e perguntas embaraçosas de jornalistas, tendo como objetivo ajudar o cliente a ter boa desenvoltura, superar medos e ansiedades.


Por Jéssica Nayanne.

Existem vários tipos de relações. Relações conjugais, relações exteriores, diplomáticas, interpessoais, sexuais e por aí vai. Seres humanos são relacionáveis. O tempo todo. Mas só um profissional trabalha para relacionar algo ou alguém com o resto do mundo e da a importância merecida ao feedback. Só ele coloca a imagem do que ou de quem ele representa antes de sua própria imagem. Só ele se importa mais com o que as pessoas pensam do chefe dele do que com o que pensam dele: O Relações Públicas.

Um bom RP é o que está antenado com o que acontece no mundo, que antecipa movimentos da concorrência e que sabe a hora de falar e a hora de ficar calado. Dois casos ilustram a última sentença muito bem.

O primeiro, a hora de falar, aconteceu com a Parmalat, quando foi divulgado na mídia que o leite da empresa estava adulterado com água sanitária. Tempos depois aparece dona Hebe Camargo perante as donas de casa defendendo a Parmalat, dizendo que empresa era séria e confiável.

O segundo, a hora de ficar calado, aconteceu com o Mcdonalds, quando divulgaram que a carne deles não era totalmente confiável. A empresa não se manifestou sobre o ocorrido, porém mandou sim uma mensagem aos seus fiéis clientes. Mandou colocar “Carne 100% bovina” nas caixas dos sanduíches.

Um bom RP sempre tem o que comunicar, ele só tem que achar a melhor estratégia para fazê-lo.


Amélia Lôbo

De um lado a indústria do cigarro, do outro as autoridades e vítimas do tabagismo e no centro desta batalha o homem que recebeu a missão de salvar o mercado do tabaco. Nick Naylor, é o profissional da área de relações públicas a quem dada esta missão. A todo instante através de argumentos e várias estratégias o lobista tenta de toda maneira desfazer os golpes dados pela mídia sensacionalista, autoridades e organizações contra o fumo.

Segundo James Grunig, um dos mais notórios estudiosos de Relações Públicas do cenário mundial, podemos definir a profissão de Naylor da seguinte maneira:

“Relações Públicas é uma função administrativa que avalia as atitudes públicas, identifica as diretrizes e a conduta individual ou da organização na busca do interesse público, e planeja e executa um programa de ação para conquistar a compreensão e a aceitação públicas.”


Apesar de o filme retratar o lado negro da profissão, mostra bem como funciona tal definição elaborada por Gunig. No caso do protagonista do filme, ele trabalha para a Academia de Estudos dos Tabacos, que é financiada pelos fabricantes de cigarros. Naylor atua também como vice-presidente e porta-voz dessa academia montada pelas empresas, cuja a função é mostrar que existe uma certa preocupação com os seus clientes e com quaisquer danos eventuais que os cigarros venham a causar.

Um dos pontos altos da profissão no filme se passa perante uma audiência no congresso, onde o objetivo de Naylor é impedir a nova lei que obrigaria as indústrias dos tabacos a colocarem uma tarja de alerta de conteúdo venenoso em suas embalagens, medida essa que com certeza afetaria as vendas do produto no mercado. Bombardeado por perguntas e questões feitas pelo conselho, o protagonista consegue o que parecia impossível em sua situação e inverte todo o quadro que se encontrava desfavorável, conseguindo até mesmo ridicularizar a idéia de implementar as imagens de conteúdo venenoso em maços de cigarros, além de passar para aos que assistiam que era um homem preocupado e que reconhecia os males mas que sabia que a solução não estava nessa medida e sim na educação dada as crianças e jovens, derrubando assim a aprovação da lei e conseguindo cumprir o seu papel de conquistar e ter a aceitação pública.

Por Maurício Amorim



Desde 1990 atuando como repórter na Rede Globo o gaúcho Marcos Losekann , que foi correspondente em Londres,Israel e Jerusalém de onde retornou para Londres em 2006 teve sua estréia no mundo literário com o romance policial "O dossiê iscoriotes" ,seguido do também já lançado O Segredo do Salão Verde e Entre a Cruz e a Suástica de sua trilogia “Entrevista com Deus”. Tratam-se de obras de ficção, mas com requintes de realidade. A mistura, que une a história de um jornalista fictício e fatos da história do Brasil, Losekann em seu Dossiê Iscariotes se aventura pela ficção numa narrativa que vêm para explorar os bastidores de uma redação, o cotidiano de um repórter, política, corrupção, pedofilia, assassinatos, dramas pessoais e fé.


“Falo de traição. E o grande traidor na história da humanidade foi Judas”.

No livro, o personagem principal, é um jornalista ateu convicto, que se depara com uma seqüência de sinais pontuais que vão mudando sua ótica sobre a existência.



“O Dossiê Iscariotes” (Ed. Planeta, 328 págs., R$ 40). em 2006.


Mariana Lima.


CID MOREIRA
Nasceu em Taubaté dia 29 de setembro de 1927, é um locutor e apresentador de telejornal brasileiro.
Trabalha desde 1947 ate atualmente.
Começou na rádio Difusora, de Taubaté, como contador. Como sua voz era muito bonita e grave foi convidado para ser locutor. Narrador dos documentários de cinema, apresentando o noticiário semanal Canal 100, de produção de Carlos Niemeyer. Em 1955 atuou como ator no filme Angu de caroço. Voltando a atuar no cinema, em 1958, como narrador no filme Traficantes do crime. Apresentou de 1969 a 1996 o Jornal Nacional, na Rede Globo de Televisão, sendo um recordista como locutor que mais tempo esteve à frente de um mesmo telejornal. A estréia do Jornal Nacional em 1 de setembro de 1969, foi apresentado junto com Hilton Gomes, no auge da ditadura militar. Três dias depois do Jornal Nacional ter estreado, o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick foi sequestrado pelo MR8.Fez a gravação da Bíblia na íntegra e na linguagem atual, além de narrar algumas matérias para o programa Fantástico. Os CDs bíblicos com sua locução alcançaram um imenso sucesso de vendas, chegando a 30 milhões de cópias.
BIBLIOGRAFIA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cid_Moreira

Por Luana Correia Lima

Bem vindos ao meio termo!

Estamos iniciando atividades com um blog voltado unicamente às comunicações socias. Trataremos aqui sobre assuntos jornalísticos, publicitários e de relações públicas. Sempre com graça e bom humor. Esperamos que gostem!

Amélia Lôbo

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